terça-feira, 19 de dezembro de 2006

O FIM

Puxa...

Eu gostaria que as coisas fossem diferentes. Que eu conseguisse vir mais vezes, visitar sempre, compartilhar mais, ouvir e ler.
Gostaria de ter sido lixeiro, bombeiro, médico, aviador, astronauta...
Ser um superestar e poder sentar-me entre meus mais humildes amigos. Gostaria de reverenciar as pessoas mais simples, como elas realmente merecem.
Mas não... Tenho que ser complicado, melancólico, bobo, tímido... Um idiota.
Mas vez ou outra, encontro algo que me dê uma porrada. Como o que um conterrâneo escreveu:

Não é o último dia do tempo.Outros dias virãoE novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebraçõesde aniversário, formatura, promoção,glória, doce morte com sinfonia e coral,que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,os irreparáveis uivosdo lobo, na solidão.O último dia do temponão é o último dia de tudo.Fica sempre uma franja de vidaonde se sentam dois homens.Um homem e seu contrário,uma mulher e seu pé,um corpo e sua memóriaum olho e seu brilho,uma voz e seu eco,e quem sabe até se Deus...Recebe com simplicidade este presente do acaso.Mereceste viver mais um ano.Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.Teu pai morreu, teu avô também.Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,e de copo na mãoesperas amanhecer.O recurso de se embriagar.O recurso da dança e do grito,o recurso da bola colorida, o recurso de Kant e da poesia,todos eles... e nenhum resolve.Surge a manhã de um novo ano.As coisas estão limpas, ordenadas.O corpo gasto renova-se em espuma.Todos os sentidos alerta funcionam.A boca está comendo vida.A boca está entupida de vida.a vida escorre da boca,lambuza as mãos, a calçada.A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia
O último dia do ano(carlos drummond de andrade)

Então... aprendo que ainda não é o fim:

Para você ganhar belíssimo Ano Novocor de arco-íris, ou da cor da sua paz,Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido(mal vivido ou talvez sem sentido)para você ganhar um anonão apenas pintado de novo, remendado às carreiras,mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,novo até no coração das coisas menos percebidas(a começar pelo seu interior)novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,mas com ele se come, se passeia,se ama, se compreende, se trabalha,você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,não precisa expedir nem receber mensagens(planta recebe mensagens?passa telegramas?).Não precisa fazer lista de boas intençõespara arquivá-las na gaveta.Não precisa chorar de arrependidopelas besteiras consumadasnem parvamente acreditarque por decreto da esperançaa partir de janeiro as coisas mudeme seja tudo claridade, recompensa,justiça entre os homens e as nações,liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,direitos respeitados, começandopelo direito augusto de viver.Para ganhar um ano-novoque mereça este nome,você, meu caro, tem de merecê-lo,tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,mas tente, experimente, consciente.É dentro de você que o Ano Novocochila e espera desde sempre.

Acho bom mesmo eu não cochilar...
Beijos, câmbio e desligo
PS.: DE FËRIAS

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

2006.12.06

Bem..

Um dos grandes amigos que tenho, está fazendo uma festa. Estarei por lá e peço a todos que compareçam. E aqui vai o convite...


Oi pra todos.

Tenho que contar uma historinha pra falar desta festa.

Estou fazendo a Bilisquete em 08 de dezembro agora (porque não fiz nada beneficente este ano), no último suspiro do ano. Mas não queria que fosse uma festa de música eletrônica, afinal já toco isto o ano inteiro. Como acabei de arrumar minha pequena prateleira, **revô e retrô de discos, pensei realmente em tocá-los, senão vão ficar aqui empoeirando à toa. São bolachas nacionais, importadas, 70`s, 80`s, 90`s, e até, talvez, uns new waves nacionais (sempre vai faltar aquela musica, mas, paciência). Porém, isso é o de menos, o lance mesmo é fazer vocês saírem de casa na sexta, e irem dançar. A bilheteria será doada ao Leuceminas e para o projeto Cantinho Feliz, na Serra.

Pra quem gosta de saber o que é feito com a grana, vamos lá. O Leuceminas precisa de um monte de coisas que nem imaginamos, coisas básicas como talher, copo, toalha, roupa de cama e diversas outras. Eles recebem pacientes de várias cidades do estado de Minas Gerais e têm uma grande rotatividade de pessoas, e um grande gasto. O projeto Cantinho Feliz, na Serra, está em outro patamar de necessidade. Estamos no final do ano, e, além de tudo o que as crianças precisam, tem o lance de comprar material escolar. Alguém lembra disso no começo do ano, depois de todas as festas e férias?Lá no dia, o Paulinho abre a festa, ele era daquele projeto Atari, que rolava no cancun (ele ama hip hop, mas vai ter que tocar outras coisas. rs...), e no final da festa o Nedu lopes, vai sair do seu estilo Breaks de ser, e tocar um flash house pra gente, muitas coisas engraçada nos repertorios.

E isto!
BILISQUETE
Dia 08 de dezembro, a partir das 23h.
Deputamadre
Av. contorno, 2028 – floresta
esq. com Aquiles Lobo,
10 reais (somente na porta)

QUERO avisar que o lugar comporta 450 pessoas, tenho que respeitar o limite da casa.

No mais, muito obrigado.
O flyer está anexado.
Beijos,
Robinho.
** revô porque ela (prateleira) me proporcionou uma pequena abertura no supercílio do lado esquerdo, ja tratado e agora não visível a olho nú.
-- -- Booking:» Clunk DJs
Contato: Marco Oliveira(11) 4427 7635 / 82597750

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

2006.12.05


Esse negócio de gosto musical ou até mesmo de "ter um set poderoso" é um papo meio ridículo, né?

Sempre estou ouvindo DJs falando a respeito do set de fulano ou do estilo de beltrano e sempre buscam um defeito ou alguma coisa que dizem ser podreira...

Penso (é, eu faço isso às vezes) que muitas vezes, essas críticas escondem um medo de não serem bons o bastante para tocar o que o público específico que curte o "fulano" ou o "beltrano" quer ouvir. Ou o pior, talvez a falta de competência em ser, de alguma forma, formador de opnião ou de gosto musical, sei lá.

É triste, mas isso acontesse no meio.

Sei que muita gente vai jogar pedra e vai xingar... Sei lá.

Nem me importo!

Conheço muitos DJs, muitos tocadores de música e muitos aparecidos.

É como um amigo meu disse uma vez - "Tem mais DJ do que público".

Nunca uma verdade foi tão absoluta! O cara pensa que pq tem uma aparelhagem, que "aprendeu a tocar" com o tal do DJ... Já pode sair por aí criticando o trabalho de fulano ou beltrano.

E os "entendidos"... Ai, ai, ai... Querem por que querem dizer que isso ou aquilo é um determinado estilo.

Sabe... Uma das coisas que são fundamentais em um DJ, é a pesquisa. O conhecimento. Principalmente o lance da história daquilo que ele está tocando hoje.

Galera... Vamos parar com bravatas e ouvir com boa vontade tudo aquilo que influenciou essa ou aquela música. Vamos aprender!

Aaaahhh... Se vc soubesse o que tenho no meu Pen Drive...